terça-feira, 24 de novembro de 2009
Decreto relaciona vagas que serão preenchidos por concurso em Parnaiba
A edição do Decreto aconteceu durante cerimônia no Gabinete do Prefeito Municipal, com a presença do reitor da Universidade Federal do Piauí, Luis Santos Junior, que recebeu do prefeito José Hamilton toda a legislação municipal que fundamentará a realização do Concurso Público para preenchimento das vagas constantes do Decreto Municipal de nº 1.202/2009.
O edital do concurso, com as regras que definirão a forma e os critérios de participação dos interessados, será elaborado pela Universidade Federal do Piauí e, em seguida, disponibilizado neste site. O reitor Luis Junior prometeu agilidade nos procedimentos.
Sobre a contratação da Universidade Federal do Piauí para a realização do concurso público, o prefeito José Hamilton justificou pela grande experiência e credibilidade que tem a instituição, além de significar maior segurança para as pessoas que se candidatarem às vagas.
Click no link abaixo e veja o decreto com os cargos existentes para preenchimento através de concurso público:
http://www.parnaiba.pi.gov.br/website/app/webroot/editais/Decreto.pdf
quarta-feira, 18 de novembro de 2009
Ministério do Trabalho e Fenaj discutem emissão do registro de jornalista
Em tese, o Ministério do Trabalho e Emprego está apto a voltar a conceder o registro profissional para funcionários de imprensa, procedimento que estava em suspensão, pois a pasta aguardava a publicação do acórdão do STF.
O Ministério alegava que sem a publicação da decisão, não era possível emitir registros profissionais, pois não saberia informar quais procedimentos deveriam ser adotados pelos jornalistas.
O presidente da Federação Nacional de Jornalistas (Fenaj), Sérgio Murillo, disse ao Portal IMPRENSA que se reunirá com o ministro Carlos Lupi, na próxima terça-feira (23), para discutir como se dará a emissão do registro profissional.
Na avaliação de Murillo, o acórdão do STF apresenta "excessos e omissões, trechos obscuros" que necessitam de esclarecimento para que o Ministério se posicione a respeito da profissão. Murillo comentou que se a decisão do STF for considerada em sua totalidade, até mesmo o registro da profissão por parte do Ministério pode ser encarado como uma ofensa à Constituição e ao direito de liberdade de imprensa.
Murillo observa, ainda, que o Supremo julgou "além do que foi requisitado pelas próprias empresas" ao declarar inconstitucionalidade na eventual abertura de um Conselho Federal de Jornalistas. Para ele, o STF cometeu um equívoco ao antecipar-se à criação da entidade.
Ele não acredita que a publicação do acórdão influenciará os votos de deputados e senadores sobre as Propostas de Emendas Constitucionais que tramitam nas duas Casas que visam o restabelecimento da obrigatoriedade do diploma. "O Congresso não será irresponsável a ponto de permitir que essa situação se consolide", disse.
A Fenaj, por meio de seu advogado, João Roberto Pizza Fontes, entrará com embargo à decisão do Supremo para que partes do acórdão que permitem interpretações dúbias sejam esclarecidas.
Por Eduardo Neco/Redação Portal IMPRENSA
quinta-feira, 12 de novembro de 2009
Rally Cerapió passará pela Rota das Emoções
Prestes a completar 23 anos, o Rally Cerapió, como a competição é denominada quando acontece em anos pares, virá com tudo e para todos os gostos. Como acontece sempre no mês de janeiro, abrindo o calendário off-road do país, o Cerapió já tem data e acontecerá de 25 a 30, partindo de Fortaleza, capital do Ceará, com chegada em Parnaíba, no litoral piauiense, cidade porta de entrada para o único delta em mar aberto das Américas, um emaranhando de ilhas intocáveis e com uma rica biodiversidade única, que atrai turistas do mundo inteiro, atraídos pelas belezas do encontro do rio Parnaíba com o oceano Atlântico.A Radical Produções, organizadora do evento, pesquisou e ouviu opiniões de atletas e pilotos de vários estados, para, então, definir o roteiro, que está repleto de lugares exóticos e bonitos. O roteiro inclui cidades e paisagens inseridas na Rota das Emoções – um roteiro turístico integrado envolvendo as belezas naturais dos estados do Ceará , Piauí e do Maranhão, tendo como destaques Fortaleza, Jericoacora e Ubajara, no Ceará, Sete Cidades e Parnaíba, no Piauí, Tutóia, Lençóis Maranhenses e São Luís, no Maranhão.Além do turismo, parte fundamental para atrair os competidores, a competição vem novamente recheada de opções para quem faz parte dos esportes de aventura. Mais uma vez, carros 4x4, motos, quadriciclos, caminhões e bikes poderão participar nas modalidades regularidade e velocidade em quatro etapas. A competição para os motorizados da Regularidade terá em média 710 Km. Para as bikes, 270 Km e para o VeloCerapió, o percurso terá cerca de 440 Km.O ponto de partida será em Fortaleza, nos dias 25 e 26 de janeiro, com vistorias, briefing e largada promocional. A largada oficial será no dia 27, do trecho Caucaia (litoral cearense) a Trairi. No dia 28, Trairi a Ubajara, para os inscritos na Regularidade, e de Trairi a Itapipoca, ainda no Ceará, para o Velo e para as Bikes. No dia 29, o roteiro será Ubajara a Camocim para a Regularidade; Tianguá a Granja, para o Velo; e Tianguá a Viçosa, para as Bikes. No dia 30, quarto e último da competição, os motores arrancam de Camocim (CE) a Parnaíba (PI) para a Regularidade; para o Velo, a etapa será Camocim (CE) a Luís Correia (PI) e para as Bikes será Parnaíba/Ilha Grande/Luís Correia, totalmente em solo piauiense. A premiação ocorrerá em Parnaíba, no Piauí.As inscrições podem ser feitas na Radical Produções, por meio do site http://www.cerapio.com.br/ e as informações podem ser obtidas pelo telefone (86) 3231-9010.PROGRAMAÇÃO E ROTEIRO PARA O RALLY CERAPIÓ 2010Dia 25 – 2ª Feira: Fortaleza (CE)Vistoria técnica e médica: 09h às 19hDia 26 – 3ª Feira: Fortaleza (CE)Vistoria técnica e médica: 08h às 13h• Briefing às 13h30 para participantes do VELOCERAPIÓ• Prólogo às 15h para os participantes do VELOCERAPIÓ• Briefing para participantes de regularidade e Bikes às 17h.• Largada promocional para todos participantes às 20h.Roteiro para Prova a REGULARIDADE
Dia 27 – 4ª Feira: Caucaia / Trairi (CE) = 160 KmDia 28 – 5ª Feira: Trairi / Ubajara(CE) = 240 kmDia 29 – 6ª Feira: Ubajara(CE)/ Camocim(CE) = 150 kmDia 30 – Sábado: Camocim(CE)/ Luis Correia/Parnaíba(PI) = 160 KmRoteiro para o MOUNTAIN BIKEDia 27 – 4ª Feira: Caucaia/Trairi (CE)= 90 KmDia 28 – 5ª Feira: Trairi / Itapipoca (CE) = 60 Km, pernoite em Tianguá (CE)Dia 29 – 6ª Feira : Tianguá/Viçosa(CE) = 60 Km, pernoite em Parnaíba (PI)Dia 30 – Sábado: Parnaíba/Ilha Grande/Luís Correira (PI) = 60 KmRoteiro para o VELOCERAPIÓDia 27 – 4ª Feira: Caucaia/Trairi (CE)= 110 KmDia 28 – 5ª Feira: Trairi / Itapipoca (CE) = 100 Km, pernoite em Tianguá(CE)Dia 29 – 6ª Feira : Tianguá/Granja(CE) =120 Km, pernoite em Camocim(CE)Dia 30 – Sábado: Camocim/Luis Correia(PI) = 110 Km
Chegada final em Parnaíba - PI• Festa de Premiação - às 22h. em Parnaíba Coordenação e Informações em Parnaíba: Edilson Morais Brito Fone: (86) 3321-1969
domingo, 27 de setembro de 2009
Reis Velloso e o Ipea
"É essencial estabelecer como conteúdo principal da educação os códigos da modernidade: desenvolver o raciocínio cognitivo, aprender a comunicar-se, aprender a tomar iniciativas. E a idéia de educação permanente (Lifelong Education)." No livro do IPEA sobre "Estratégias de Desenvolvimento e Desenvolvimento", (2009), João Paulo dos Reis Velloso ao escrever sobre "Estratégia de Economia Criativa", nos dá mais uma concisa e profunda lição.Estive na solenidade dos 45 anos da criação do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada - IPEA, ocorrida na semana passada e que contou com a presença do Presidente da República.Fui ao prédio do IPEA em Brasília certo de encontrar Rei Velloso, cuja presença constava da programação da solenidade posto que ele foi o seu primeiro Presidente, a "alma mater" de uma instituição criada na gestão de Roberto Campos no Ministério do Planejamento. Por motivo de compromissos na abertura do Fórum Nacional o nosso iluminado piauiense não pode ali comparecer.Roberto Campos conta em suas memórias que o IPEA foi criado para ser uma "fábrica de idéias, ou seja, um laboratório de pesquisas desvinculada da angústia do quotidiano". Ao comentar o plano elaborado pelo IPEA sobre a gestão de Reis Velloso, para o período 1967/1972, Roberto Campos escreveu que ele foi "um dos documentos de mais alta satisfação" que ele conheceu, coincidindo com o pensamento expendido pelo eminente filho da Parnaíba, em suas memórias ("Tempos modernos"), que para existir crescimento é necessário "racionali-dade e sofisticação", ainda que ele considere que "a noção de desenvolvimento vai se modificando à medida que a sociedade se transforma".Reis Velloso é um homem profundamente culto, organizado e sofisticado. Poucas vezes nosso país foi tão criativo nas políticas públicas de desenvolvimento social, econômico e cultural como na época que ele dirigia o IPEA e por mais de oito anos a política de Planejamento do Brasil.O IPEA, em pleno regime autoritário, graças a Reis Velloso, foi um celeiro de "mentes inovadoras", em que a tolerância como a di-vergência era o seu ponto cardeal. Basta dizer que os criadores do Plano Real, Edmar Bacha e Pedro Malan ali trabalharam sob o incentivo de Reis Velloso. Foi de autoria dele, aliás, o primeiro e único diagnostico sobre a atividade cultural no Brasil. Reis Velloso reuniu um grupo de intelectuais como Afrânio Coutinho, Eduardo Portela, José Paulo Moreira da Fonseca, Américo Jacobina Lacombe para discutir as ações necessárias para o incentivo a cultura em nosso país.Nelson Rodrigues escreveu uma crônica em 1969, sob o título "Piauí em Yale" (João Paulo estudou naquela importante universidade americana) ironizando que o Piauí só tinha duas pessoas conhecidas no Brasil: Reis Velloso e Deolindo Couto (famoso médico e ex-Vice-Reitor da antiga Universidade do Brasil). Hoje o Piauí tem centenas de piauienses se destacando em todos os quadrantes do mundo. Mas ninguém mais criativo, inovador e iluminado como João Paulo dos Reis Velloso.sábado, 19 de setembro de 2009
No jornalismo não há fibrose
Felipe Pena, professor de jornalismoVamos lembrar o caso da Escola Base para exemplificar este raciocínio. O dono da instituição de ensino foi acusado de pedofilia, teve seu nome publicado nos jornais, mas acabou inocentado. Entretanto, vale perguntar: mesmo sabendo que o dono é inocente, quem matricularia seu filho nesta escola? Na maioria das vezes, responder com sinceridade a esta questão significa verificar que a fibrose realmente é impossível no jornalismo.
Podemos aplicar o mesmo raciocínio a casos como o de Ibsen Pinheiro, em Brasília, ou da Casa Pia, em Portugal, entre outros. Somos cruéis em nossos julgamentos, pois esquecemos que eles são mediados. Se não forem pela imprensa, podem ser pelos nossos próprios preconceitos, pelo inconsciente ou pela linguagem. Em muitos casos, são por todos esses fatores juntos. Assim, nosso veredicto acaba se resumindo à velha luta entre o bem e o mal, embora os indivíduos sejam muito mais complexos do que isso. Portanto, os repórteres devem se eximir do julgamento. Sua função não é judiciária, e ter consciência disso é meio caminho para uma conduta que se possa minimamente chamar de ética.
Aliás, uma das definições mais criativas de ética jornalística foi esculpida no livro A regra do jogo pelo colega Cláudio Abramo: “Sou jornalista, mas gosto mesmo é de marcenaria. Gosto de fazer móveis, cadeiras, e minha ética como marceneiro é igual à minha ética como jornalista – não tenho duas. Não existe uma ética específica do jornalista: sua ética é a mesma do cidadão.”
A ponderação de Abramo significa que não é possível estabelecer critérios para um grupo se eles entrarem em conflito com as idéias e as representações da coletividade. Na teoria, a palavra grega ethos significa aquilo que é predominante nas atitudes e sentimentos dos indivíduos de um determinado meio, mas também é o espírito que move o coletivo. Ou seja, há sempre uma ligação vital entre o indivíduo e a comunidade.
O jornalismo participa da construção social da realidade, não é apenas o seu espelho. Entre a infinidade de fatos apurados pelos jornalistas, só alguns serão publicados ou veiculados, levando em consideração critérios como a característica do veículo, suas rotinas de produção e a própria presunção de quem é o seu público. Portanto, não retratamos a realidade objetivamente, como alguns acreditam.
No jornalismo, a objetividade não surgiu para negar a subjetividade, mas sim para reconhecer a sua inevitabilidade. Seu verdadeiro significado está ligado à idéia de que os fatos são construídos de forma tão complexa e subjetiva que não se pode cultuá-los como expressão absoluta da realidade. Pelo contrário, é preciso desconfiar desses fatos e propor um método que assegure algum rigor ao reportá-los.
Com esse espírito foram criadas as técnicas do lead e da pirâmide invertida na virada do século dezenove para o vinte. Elas substituíram o jornalismo opinativo pelo factual, priorizando a descrição objetiva dos fatos. Mas, conforme deixou claro o jornalista americano Walter Lippmann, que sistematizou essas técnicas em 1920, no livro Public Opinion, “o método é que deveria ser objetivo, não o repórter.”
Não acredito na idéia conspiratória de manipulação deliberada das notícias em favor desta ou daquela visão ideológica de mundo. Mais do que anacronismo, seria desconhecer o funcionamento de uma redação e menosprezar o leitor. A produção de notícias é planejada como uma rotina industrial, com procedimentos próprios, limites organizacionais e, principalmente, consumidores exigentes, capazes de reconhecer intenções manipuladoras nas reportagens. As normas jornalísticas têm muito mais importância do que preferências pessoais na seleção e filtragem de notícias.
Por outro lado, se como venho argumentando ao longo deste texto, a objetividade surge porque há uma percepção de que os fatos são subjetivos, então também podemos concluir que eles são mediados por indivíduos com interesses, carências, preconceitos e, inclusive, ideologias. Nesse sentido, é inevitável a existência de batalhas ideológicas nas redações, mesmo que amenizadas por um conjunto de procedimentos profissionais.
O bom jornalismo se caracteriza pela eficiente administração deste paradoxo.
sexta-feira, 28 de agosto de 2009
Renato Castelo Branco, um parnaibano que foi cidadão do mundo
O parnaibanos e piauienses perdem muito por não conhecerem a biografia e a obra de Renato Castelo Branco, publicitário brasileiro nascido em Parnaíba. Na verdade era considerado um líder no seu ramo de atividade com influência no Brasil e nos Estados Unidos. Numa época em que o negócio da publicidade era bastante incipiente, e ainda o é na maioria das praças, Renato Castelo Branco superou limitações de toda ordem. Mais ainda: projetou a publicidade brasileira ao assumir, entre outros, o posto de vice-presidente da J.W.Thompson, uma das maiores da América.
Além de publicitário, Renato Castelo Branco era poeta, escritor, pesquisador e autor de trabalhos em campos diversos como economia e a política.
Pertenceu às academias Parnaiba Piauiense de Letras. Nesta última, sua cadeira está ocupada pelo seu primo e amigo, escritor Alcenor Rodrigues Candeira Filho, com quem trocou muitas correspondências tratando de temas relacionados à cultura piauiense.
Objetivando promover um maior conhecimento sobre este parnaibano ilustre, transcrevemos o seguinte trabalho, extraído da página: http://www.umacoisaeoutra.com.br/marketing/socorro1.htm. (F.Carvalho)
A Publicidade brasileira está precisando de um líder antivírus.
A edição janeiro-fevereiro da revista ESPM contém várias matérias instigantes sobre o tema liderança. Chamou-me particularmente a atenção o artigo O Líder antivírus, do professor da ESPM José Luiz Tejon, que traça o perfil do que seria esse tipo peculiar de líder. Segundo Tejon, ele haveria de ser uma rara criatura do mundo dos negócios que “sente intensamente cada momento do seu trabalho, da sua vida, e utiliza poderosos sinais e indicadores, antevendo o invisível, mas que sempre já está anunciado”.
Ao ler esse artigo da revista da maior escola de Propaganda e Marketing do País, me veio à mente a questão: quem é o grande líder da Publicidade brasileira atualmente? Aquele que faz a diferença não para si próprio, para a sua empresa, mas para a profissão? Alguém que não precisa de show-off para impor ou demonstrar a sua liderança e que, sobretudo, coloque a Ética como a primeira prioridade? A falta de uma resposta presente e que, acredito, seja de consenso, obriga-nos a olhar para o passado.
Talvez seja mesmo um vírus, uma síndrome nostálgica, mas sobre o tema liderança me vem à mente a figura mítica de Renato Castelo Banco, principalmente pelo fato de que acaba de nos deixar um de seus liderados mais proeminentes, Hélio Silveira da Motta. Porque elegeríamos Renato Castelo Branco como um líder antivírus, para usar a expressão criada pelo professor Tejon? Para os objetivos destes comentários sobre o tema alinho algumas características conhecidas, que fizeram de Castelo um líder tão inesquecível que a própria ESPM inaugurou, em 2004, um ciclo de homenagem aos chamados “Founding Fathers” da Publicidade Brasileira abrindo-o com homenagem a Renato Castelo Branco que, naquela ocasião, faria 90 anos se ainda estivesse conosco.
Seria injusto e até arrogante se, com estes comentários, deixássemos a impressão que a publicidade brasileira não produziu outros grandes líderes, figuras que marcaram a nossa profissão. É óbvio que sim. Mas, apenas para ilustrar o raciocínio: se analisarmos a edição especial da revista Propaganda de março de 2006, que contém a lista dos 50 profissionais de propaganda de maior destaque na profissão em atividade, vamos encontrar grandes nomes que fizeram e fazem a história da publicidade brasileira. Contudo, mesmo os nomes mais votados se destacaram de forma setorizada, em especial aqueles da área de Criação. Por isso, mesmo correndo o risco de ser apedrejado por muitos, e considerado por tantos outros um fundamentalista na defesa de figura mitológica, pretendo tentar “esculpir” o perfil básico de Renato Castelo Branco.
• Um representante do Nordeste vence no desenvolvido Sudeste. Renato Castelo Branco, nascido em 1904 na cidade de Parnaíba, Piauí, um dos estados mais pobres do País, foi um exemplo de determinação e tenacidade. Viveu e formou-se em Direito no Rio de Janeiro e desenvolveu toda a sua carreira de Publicitário no eixo Rio-São Paulo. De 1935 quando ingressou na Publicidade, até deixar a Presidência da CBBA, em 1984, foram 50 anos de profissão.
• Profissional multidisciplinar: Jack of all trades. Tendo começado a carreira como Redator Assistente em 1935, ao atingir o grau de profissional Sênior, tinha domínio de todas as áreas técnicas de uma Agência de Publicidade. Inclusive de Gestão. Era o que os norteamericanos chamam de “Jack of all trades”, algo como um Profissional que toca todos os instrumentos, espécie ainda rara em nossos dias.
• Uma voz respeitada pelos clientes. Um exemplo: por ocasião da incorporação da Gessy pela Lever em 1960, resultando na Gessy-Lever (mais tarde Unilever), Castelo funcionou nas negociações como uma espécie de consultor da família Milani, dona da Gessy.
• Um homem de Cultura: dublê de escritor e publicitário. Já em 1938, logo após o ingresso na publicidade, escreveu sua primeira obra literária, “A Química das Raças”, ensaio histórico-cultural. Ao longo de sua vida, RCB escreveu 22 livros. Sobre isso, disse-me numa ocasião o JR Whitaker Penteado que na Academia Brasileira de Letras havia muitos escritores com bagagem muito menor.
• Um líder tem a obrigação de ensinar, formar novos líderes. Renato Castelo Branco participou, em 1951, da criação da antiga Escola de Propaganda do Museu de Arte de São Paulo, atual ESPM-Escola Superior de Propaganda e Marketing, como diretor, conselheiro e professor. Sobre este ponto, registro as palavras eloquentes de um dos seus discípulos mais ilustres, Francisco Gracioso: “Cada vez mais, penso no Castelo como um apóstolo, um missionário que veio à Terra para praticar a palavra de Deus e nos inspirar com o seu exemplo. A nós, seus discípulos, cabe continuar a sua obra”.
• Um líder sem estrelismos. Conhecemos a clássica distinção, hoje um clichê em administração de empresas: chefe é o sujeito que diz “vá”, enquanto o líder diz “vamos”. Castelo “pegava junto”; era, sem estrelismos ou aquário de peixe dourado, um homem das suas equipes. Não chefiava; liderava, e fazia-o, sobretudo, pelo exemplo que dava – não há processo didático mais legítimo, ou mais convincente.
• Um verdadeiro líder participa das entidades que representam o ofício. Castelo participou da criação em 1937 da APP- então Associação Paulista de Propaganda (observe-se que ele havia ingressado no ramo há apenas dois anos); em 1949, ajuda a criar a ABAP-Associação Brasileira de Agências de Propaganda e em 1964 criou o Conselho Nacional de Propaganda e foi o seu primeiro presidente
• O Visionário que previu a criação do Mercosul. Era também um pensador político de visão: em seu livro “Um Programa de Política Exterior”, de 1945, vaticinou a criação do que viria a ser o Mercosul, algo que só aconteceria nos anos 90 do século 20.
• RCB chega ao topo: Vice-Presidente da JWT mundial em 1965. Em 1939 ele ingressou na J.W.Thompson onde fez carreira brilhante: de Assistente de Redator, chegou a Presidente no Brasil (1961) e Vice-Presidente nos Estados Unidos (1965) - único latino-americano a conquistar essa honrosa distinção, até os dias de hoje.
• Um líder, obviamente, também é medido com base na performance econômica da empresa que comanda. Durante a sua liderança, seja dirigindo o Escritório da JWT do Rio de Janeiro, ou como seu Presidente, a JWT Brasil esteve na liderança da categoria por quase duas décadas.
• Coragem de recomeçar: aos 57 anos cria a sua própria Agência. Em 1971, aos 57 anos de idade e 35 anos de profissão, funda a sua própria agência, CBBA – Castelo Branco, Borges e Associados, com alguns companheiros da Thompson: Dirceu Borges, Hilda Ulbrich Shutzer, Geri Garcia, Roberto Palmari e Wanderley Saldiva.
• Ousadia ao romper paradigma estabelecido. Para sucedê-lo na CBBA, Castelo escolhe a primeira mulher a ocupar a presidência de uma agência de publicidade no Brasil: Hilda Ulbrich Shutzer.
• Ética e Responsabilidade Social da Publicidade. Nos anos 70, ainda não existia o conceito de Responsabilidade Social (e Ambiental) da Publicidade tal como o conhecemos hoje. Renato Castelo Branco foi, provavelmente, o primeiro profissional a defendê-lo, indubitavelmente, um dos seus principais legados. Da declaração de princípios da CBBA, inspirada na postura profissional de RCB, constava: “Do ponto de vista da filosofia empresarial, a CBBA considera a propaganda um legítimo instrumento de expansão comercial, da promoção do consumo e dos objetivos de lucro, dentro dos conceitos de economia de mercado. Mas tem, ao mesmo tempo, consciência da responsabilidade social da propaganda, que deve ser verdadeira no fundo e na forma. Deve respeitar a comunidade e o indivíduo. E precisa estar em consonância com os objetivos de desenvolvimento econômico, social e cultural do País”.
• Guardar os vários egos nos cabides. Por último, permito-me usar uma imagem feliz do Professor Tejon, contida em seu sugestivo artigo sobre o líder antivírus: Castelo Branco era uma pessoa sem vaidades ou que sabia sublimar os egos intrínsecos ao ser humano em seu dia-a-dia, deixando-os nos cabides. Renato Castelo Branco legou-nos a dignidade da profissão de Publicitário, colocando-a em patamar elevado. Ele nos ensinou que a Publicidade é “business”, mas que ela não pode se eximir da Ética e da Responsabilidade Social que lhe é inerente.
* Francisco Socorro é publicitário e Presidente do Conselho de Ética do Sindicato das Agências de Publicidade de Santa Catarina.
Fenapro destaca homenagem a Renato Castelo Branco, publicitário brasileiro nascido em Parnaiba
Diz a Fenapro, em seu site:
Homenagem à Renato Castelo Branco repercute no
Piauí.
Através de um trabalho brilhante do SINAPRO PI a
Prefeitura de Teresina aprovou um projeto para homenagear Renato Castelo Branco, que passa a dar nome a uma rua de Teresina. Uma justa homenagem a um dos profissionais que mais fez pela propaganda brasileira.
quinta-feira, 20 de agosto de 2009
Publicitário brasileiro nascido em Parnaíba, Renato Castelo Branco, será nome de rua em Teresina
O escritor e publicitário brasileiro Renato Castelo Branco, nascido em Parnaíba em 1914 e falecido em 1995, vai ser homenageado em Teresina, com seu nome em uma rua. A honraria será concedida neste dia 26 de agosto, às 19h em uma grande cerimônia no Atlantic City.Recebi do presidente do Sindicato das Agências de Publicidade do Estado do Piauí, publicitário Cândido Gomes Neto, o convite para a homenagem.
Em um ensaio escrito em 2004, Cândido Neto escreveu o seguinte: “Renato Castelo Branco nasceu na cidade de Parnaíba, Piauí, em 12 de setembro de 1914, ano em que começou a I Guerra Mundial. Segundo de quatro irmãos (Hiran, Renato, Maurício e José Ribamar), era filho de Francisco Ferreira Castelo Branco e Orminda Castelo Branco. Descendia de D. Francisco da Cunha Castelo Branco, fidalgo e Capitão de Infantaria do Exército Português, que emigrou para o Brasil em 1693 estabelecendo aqui o tronco principal dos Castelo Branco. Renato faleceu em 19 de setembro de 1995, aos 81 anos, deixando a viúva Norma Castelo Branco e os filhos Hiran, Renée e Renata”.


sábado, 15 de agosto de 2009
Salão do Livro de Parnaíba tem sucesso surpreendente
Foi emocionante, de arrepiar, ver pessoas numa fila de aproximadamente 50 metros, para entrar no auditório do Porto das Barcas; outras enormes filas de alunos de várias escolas passando pelo pórtico do evento para apreciar as apresentações culturais no palco de eventos ou participar das diversas oficinas de leitura; ver, pela primeira vez um evento cultural ter em Parnaíba público suficiente para superlotar um auditório de quatrocentos e vinte lugares, um mini-auditório de 50 lugares e uma praça de eventos para mais de três mil pessoas. Como vimos, o Salipa teve três programações simultâneas fluindo fácil, sem estresse, numa dinâmica perfeita. O interesse foi tanto que em algumas palestras havia pessoas assistindo um telão do lado de fora do auditório, com som e imagem do que estava acontecendo lá dentro.
Nossa estrela maior, Assis Brasil, estava lá na abertura do avento e permaneceu até o final recebendo amigos, leitores, estudantes e outros tietes para ser abraçado, tirar fotografias e autografar seus livros. Professores de literatura, estudantes de letras, literatos, críticos, imortais e outros ledores contumazes, admiradores da prosa de Moacyr Scliar, ficaram perplexos diante fala envolvente do respeitado membro da Academia Brasileira de Letras. O próprio prefeito da cidade, José Hamilton, manifestou sua euforia antes e durante a palestra. Depois de recepcionar Scliar, levá-lo a um passeio por locais turísticos de Parnaíba e mostrar-lhe algumas obras educacionais de destaque, José Hamilton foi à palestra na qual o imortal falou sobre os bastidores da criação literária.
Foi muito bom ver o desfile de legítimas atrações culturais no palco, próximo aos estandes das livrarias de Parnaíba, Teresina, São Luiz e Fortaleza. MPB e pop de Teófilo Lima e Soraya Castelo Branco nas duas primeiras noites. Cabeça Ativa com seu rock bem produzido na ultima noite. Público interessado em todas as apresentações. O Salipa foi divino. Nos turnos manhã e tarde o mesmo espaço recebeu o forró de raiz, na sanfona de Cego Bento, com seus 89 anos de idade, quase todos dedicados à musica verdadeiramente nordestina. Seu irmão Luiz, mais um amigo deles, compõem o Trio do Cego Bento que ainda hoje anima churrascos e outras festas. A cena dos três tocando no palco, em frente o painel do Salipa, foi muito bonita. Muito raramente o talentoso e quase nonagenário Cego Bento é lembrado como representante da cultura local. Mas o Salipa fez isto. Com seus acordes, executando músicas do Rei do Baião, encheu a praça de eventos de melodia e de uma arte pujante, verdadeiramente nossa. Mas também chamaram a atenção do público que se postou frente ao palco, as apresentações das escolas Cândido Athayde, do Sesc, intervenções do humorista e cordelista Marcos Silva, entre outras atrações.
Quando um projeto é bom, a vontade de participar e de ajudar se manifesta nas pessoas. O Salipa não teria sido o mesmo, não fosse a participação dos alunos do curso de Letras Português, da Universidade Estadual do Piauí, Campus de Parnaíba, que atuaram como voluntários na organização. O engajamento foi total. O corpo docente das turmas de Letras também se empenhou muito, marcando presença e auxiliando nas palestras ou mesmo no receptivo aos escritores.
Assim foi o Salipa, uma sucessão de fatos positivos, com a garantia do prefeito José Hamilton de estar inserido no calendário da cidade.
Vida longa ao Salipa!

Auditorio da ACP esteve sempre cheio
Foto: Gilson Brito
Prefeito José Hamilton conversa com escritor Assis Brasil, antes da palestra de abertura do Salipa
Foto: Gilson Brito
Moacyr Scliar profere palestra ao lado do prefeito José Hamilton e Dona Valéria
Caravanas de estudantes chegam ao Salipa
Crianças se encantam com a leitura
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quarta-feira, 5 de agosto de 2009
Primeiro encontro de blogueiros do Piauí será em Parnaiba, neste sábado(08)
Parnaíba sai na frente com o Primeiro Encontro de Blogueiros do Piauí(Enblopi). O evento acontecerá neste dia oito de agosto, na Biblioteca Estadual Ribeiro Magalhães, na Avenida São Sebastião, turnos manhã e tarde. Estão sendo esperados blogueiros de Parnaiba e de diversas cidades do extremo Norte do estado. O Enblopi é uma idealização de Dora Rodrigues, empreendedora do portal de blogs Proparnaíba e do blogueiro Ribamar Aragão.Segundo o site do evento, http://www.enblopi.com/, o objetivo é difundir a cultura dos blogs, criando possibilidades de diálogo entre as pessoas que se utilizam da internet para expor suas idéias, opiniões ou mesmo dar notícias através das páginas pessoais.
Terei o prazer de participar do Enblopi, como convidado de Dora Rodrigues, para proferir uma palestra como tema “Coerência e coesão no texto para a internet”, às 11 horas.
Confira a programação completa do Enblopi.
DIA 08 DE AGOSTO DE 2009. BIBLIOTECA RIBEIRO MAGALHÃES, NA AVENIDA SÃO SEBASTIÃO.
8:00h – Momento Inicial
8:20h – História dos blogs – Ribamar Aragão
8:40h – Direitos Autorais: Das Criações do Espírito (Direitos e Deveres)
Emmanuel Rocha Reis – Advogado (gestão pública, assessoria sindical, trabalhista-civil), ex-professor da UESPI – curso de Direito, colunista e Assessor Jurídico do Proparnaiba
9:10h – Debate
9:20h – Olhar fotográfico
Ricardo Mapurunga – Publicitário e colunista do Proparnaiba
9:50h – Debate
10:00h – Intervalo/lanche
10:20h – Jornalista ou blogueiros?
Marcelo Rocha – Jornalista TV Delta
10:50h Debate
11:00h – Coerência e coesão no texto para a internet
F. Carvalho – Jornalista graduado em Letras Português.
11:30h – Debate
12:00h – Intervalo almoço
14:00h – Mesa-Redonda com Blogueiros
14:00h – Oficina – Construindo blogs
15:30h – Intervalo/lanche
15:50h – Mesa-Redonda
17:00h – Encerramento – Momento Cultural: Grupo Breack Dance e MC Zack
sexta-feira, 31 de julho de 2009
Coordenação do Salipa fecha parceria com curso de Letras Português da Uespi

A reunião foi realizada no prédio na Uespi, localizado na avenida Nossa Senhora de Fátima, às 19h30min, e serviu para fechar uma parceria entre o Salipa e o curso de Letras – Português.
Durante o evento F. Carvalho fez apresentação da programação do Salipa e das peças publicitárias que servirão para divulgação do evento.(Fonte: blog Acesso 343)
domingo, 26 de julho de 2009
Aniversário de 165 anos de Parnaíba tem selo comemorativo
Selo comemorativo do aniversário de ParnaibaO obelisco foi erigido em 1933, numa homenagem dos mecânicos de Parnaíba ao ex-prefeito Ademar Neves, considerado o modelador da cidade. A homenagem teve aprovação do prefeito José Hamilton que vê no aniversário da cidade uma oportunidade de reflexão sobre a história do município e seus vultos históricos.
A criação da peça é do próprio secretário de comunicação, jornalista e professor F.Carvalho, com finalização artística da Mídia Comunicação, mediante parceria entre a Secretaria de Comunicação e a Coordenadoria de Comunicação do Estado. “Não se trata de um selo postal, mas de um símbolo para marcar esta importante data”, explicou o secretário.
Ainda por esta parceria os órgãos da comunicação social do estado e do município de Parnaíba realizarão uma campanha publicitária específica para festejar os 165 anos de Parnaíba. O secretário F.Carvalho destacou o entusiasmo do coordenador estadual de comunicação, professor Welligton Soares com a celebração da parceria
Aniversário de Parnaíba será comemorado com Salão do Livro
Click na seta acima e assista o VT do Salipa
Parnaíba vai comemorar o seu aniversário de 165 anos com a presença de grandes escritores brasileiros como Moacyr Scliar, Assis Brasil, Ana Miranda e outros que participarão do Salão do Livro de Parnaíba(Salipa), no período de 11 a 13 de agosto. O evento vai acontecer no complexo cultural do Porto das Barcas, onde também se apresentarão expressões artísticas como Teófilo Lima, Soraya Castelo Branco, Cabeça Ativa, grupo artístico Cabaça Produções, além de espetáculos montados pelas escolas da cidade.
O Salipa é uma realização da Prefeitura de Parnaíba e Fundação Quixote, com apoio do governo do Estado, através da coordenadoria de comunicação social. O lançamento do Salipa aconteceu na manhã do ultimo dia 25 de julho, no auditório da Prefeitura de Parnaíba.
O prefeito de Parnaíba, José Hamilton Castelo Branco, e o coordenador estadual de comunicação, professor Welligton Soares, lançaram o Salipa na presença de escritores, professores de literatura, imortais da Academia Parnaibana de Letras, membros do Instituto Histórico de Parnaíba e da imprensa. O vice-prefeito de Parnaíba, advogado Florentino Neto, articulador da realização do evento também estava presente e destacou a importância da iniciativa.
A programação do Salipa que acontecerá no auditório da ACP é a seguinte:
TERÇA-FEIRA (11/08)
18:30h – Abertura;
19h – “Os bastidores da criação literária”
Moacyr Scliar
(Escritor / Rio Grande do Sul)
21h – “Show Musical”
Teófilo Lima
(Parnaíba)
QUARTA-FEIRA (12/08)
8h – “Ovídio Saraiva, o fundador da literatura piauiense”
Alcenor Candeira Filho
(Professor e Poeta / Parnaíba)
10h – “Como ler poesia em sala de aula”
Wellington Soares
(Professor e Escritor / Teresina)
14h – “O poema, um acidente”
Manoel Lima
(Professor Dr. da UFSC / Parnaíba)
16h – “Diálogo entre literatura e artes plásticas”
Feliciano Bezerra
(Professor Dr. da Uespi / Teresina)
19h – “Como e por que me fiz escritor”
Assis Brasil
(Escritor / Parnaíba)
21h – “Show Musical”
Soraya castelo Branco
(Parnaíba)
QUINTA-FEIRA (13/08)
8h – “Literatura e erotismo”
Joselita Izabel
(Professora Ms. da Uespi / Teresina)
10h – “Graciliano Ramos e o romance de 30”
Jasmine Malta
(Profa. Ms. da UFPI / Teresina)
14h – “Esporte, cultura e cidadania na escola”
Elmar Carvalho
(Poeta/Parnaíba)
16h – “Das aplicações do cordel na escola”
Cineas Santos
(Professor e Editor / Teresina)
19h – “Gregório de Matos: a poesia-jornal”
Ana Miranda
(Escritora / Ceará)
21h – “Show Musical”
Cabeça Ativa
(Parnaíba)
quinta-feira, 23 de julho de 2009
I Salão do Livro de Parnaíba vai ser lançado na manhã deste sábado
Acontecerá neste sábado, 25 de julho, o lançamento do Salão do Livro de Parnaíba, com a presença do prefeito José Hamilton Castelo Branco, do coordenador estadual de comunicação, Welligton Soares, do vice-prefeito de Parnaíba, Florentino Neto, do professor Luiz Romero Lima e do secretário municipal de comunicação, F.Carvalho, que é o coordenador do Salipa. A cerimônia vai acontecer às 10h da manhã, no auditório da Prefeitura.O Salão do Livro de Parnaíba é uma iniciativa da Prefeitura de Parnaíba e da Fundação Quixote, com apoio do Governo do Estado, através da Coordenadoria Estadual de Comunicação (CCOM). O Salipa acontecerá no Porto das Barcas, no período de 11 a 13 de agosto, dentro da programação dos 165 anos de Parnaíba. O Salipa vai reunir expressões literárias brasileiras e regionais, como o escritor gaúcho Moacy Scliar, a cearense Ana Miranda e os piauienses Assis Brasil, Elmar Carvalho, Manoel Lima, Cinéas Santos, Feliciano Bezerra, Joselita Isabel, Jasmine Malta, Alcenor Candeira Filho, entre outros.
A idéia de realizar o Primeiro Salão do Livro de Parnaíba, manifestada pelo vice-prefeito Florentino Neto, foi recebida com entusiasmo pelo prefeito José Hamilton Castelo Branco que vê no evento uma oportunidade de divulgação e valorização da cultura local nos mais diversos segmentos. Durante os três dias de eventos acontecerão, além de palestras com escritores renomados, apresentações artísticas no palco da praça de eventos do Porto das Barcas com Soraya Castelo Branco, Teófilo Lima e Cabeça Ativa. Neste mesmo espaço se apresentarão grupos artísticos formados por alunos das escolas públicas municipais, além de intervenções culturais do grupo Cabaça Produções.
Na Praça de Eventos do Porto das Barcas também serão montados stands de livrarias de Parnaíba e de Teresina, para exposição e venda de livros, com ênfase para as produções parnaibanas e piauienses.

terça-feira, 7 de julho de 2009
Opinião de peso: Teórico do Jornalismo diz que diploma é importante, mas não é imprescindível
Professor Felipe Pena, da Universidade Federal FluminenseVejamos o que diz um dos mais importantes estudiosos da comunicação, respeitado no Brasil e em Portugal:
Meu nome é Felipe Pena. Sou jornalista, professor da Universidade Federal Fluminense, doutor em Literatura pela PUC-Rio, pós-doutor em semiologia pela Sorbonne e faço um risoto de frutos do mar muito apreciado pelos colegas da imprensa que frequentam a sala de jantar da minha humilde residência. A maioria insiste diariamente para que eu abra um restaurante, sugestão que nego com veemência, apoiado em um único argumento: não tenho formação adequada.
(...)
Sou favorável ao diploma de jornalismo, o que não significa defender a obrigatoriedade do diploma para o exercício da profissão. Na introdução de um livro que publiquei em 2005 (Teoria do Jornalismo, Ed. Contexto), tinha uma opinião diferente, mas acho que precisamos rever nossas conclusões sobre o tema. Se eu fosse diretor de um jornal, daria prioridade aos profissionais formados nas boas escolas de comunicação (aquelas que têm cozinheiros talentosos), mas não excluiria sociólogos, advogados ou economistas, cujas habilidades podem ser úteis ao jornalismo.
(www.felipepena.com)
O professor Felipe Pena é autor dos livros “Teoria do Jornalismo”, “1000 perguntas em Teoria da Comunicação ” (org.), “Jornalismo Literário”, “Televisão e Sociedade”, entre outros.
Livro que tenho, leio, consulto e recomendo.domingo, 5 de julho de 2009
Jus esperniandi?

O ministro Gilmar Mendes, do STF, disse que uma Emenda Constitucional não pode tornar obrigatório, novamente, o diploma de jornalismo para o exercício legal da profissão.
Mas o senador Antônio Carlos Valadares(PSB-SE) já deu entrada
Como é que fica, então?
Os defensores do diploma específico estão apenas usufruindo do “jus esperniandi”, que é o direito de espernear, ou pode mesmo haver retrocesso em relação a ultima medida do STF?
As formas de entregar cestas
Made in Parnaiba

quinta-feira, 2 de julho de 2009
Parnaíba vai receber II Festival Nordeste de Futebol de Rua
O festival é uma iniciativa da Rede Nordeste de Futebol de Rua, apoiada pela Prefeitura de Parnaíba e Aliança Mandu. O prefeito José Hamilton autorizou a Secretaria Municipal de Esportes a celebrar convênio com a Aliança Mandu para garantir as condições financeiras e logísticas suficientes para a realização do evento.
Segundo Maria Cristina, coordenadora de participação e cidadania da Aliança Mandu, o futebol de rua é um conceito novo de esporte voltado à integração social, no qual a convivência e o aprendizado são mais importantes que a competição.
terça-feira, 30 de junho de 2009
Restauração do Porto das Barcas inicia ainda este ano, anuncia Governo do Estado


O projeto de revitalização do Porto das Barcas, em Parnaíba, é de alto nível. Orçada em 2,2 milhões de reais, a obra vai ser financiada pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). O Governo do Estado, que executará o projeto, anunciou que seu propósito é potencializar ainda mais o local como referência histórica e turística de Parnaíba e do Piauí.
A julgar pelo estudo preliminar apresentado neste mês de junho pelos arquitetos responsáveis pela restauração, a idéia é valorizar o que remonta a história do local e da cidade de Parnaíba, conjugando tudo isto com itens de comodidade e modernidade.
Fontes do Governo do Estado informam que restauração deve começar neste segundo semestre de 2009, com ações de conservação, melhorias das ruas, calçadas, estacionamentos, iluminação, paisagismo, sinalização, melhorias na infra-estrutura, instalações subterrâneas das redes elétricas e telefônicas, além de reparações de emergência.
O Porto das Barcas é um conjunto arquitetônico tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional(Iphan), compostos por casarios construídos no século XVII para dar suporte ao comércio de charque empreendido pelos primeiros desbravadores da região.
Situado na margem direita do Rio Igaraçu, é famoso pelos eventos que recebe e pelas galerias destinadas ao funcionamento artesanatos, museus, ateliês de artes plásticas, agências de turismos, pizzarias e sorveterias, entre outras atividades. É também do local que saem iates e chalanas para os passeios turísticos ao Delta do Parnaíba.
A restauração do Porto das Barcas vai iniciar num momento bastante oportuno, pois os casarios necessitam de cuidados há bastante tempo.
quinta-feira, 18 de junho de 2009
Jornalistas pedem desculpas aos parnaibanos

Na coluna “Em off”, que elas escrevem no Jornal Diário do Povo, edição desta quinta-feira(18), pedem desculpas por terem dito, na terça-feira(16), que o povo de Parnaíba gosta de cheirar, pelo fato da Polícia Federal ter apreendido uma grande quantidade de cocaína na cidade.
Enviei a elas um pedido de reparo, ao que fui atendido.
Diz a nota intitulada “Remissão”:
“F.Carvalho tem razão ao reclamar da nota sobre a apreensão de cocaína em Parnaíba. A gente pede desculpas por afirmar que o povo de lá gosta de cheirar.
“É lógico que não quisemos generalizar.
“Nos redimimos, pois!”
“Remissão” só não foi perfeita porque elas pedem desculpas “por afirmar” e não “por terem afirmado”.
Num rasteiro exercício de Análise de Discurso verifica-se que a afirmativa continua valendo para elas.
Mas tudo bem. Desculpas aceitas!
terça-feira, 9 de junho de 2009
Crônica: A vida era mais simples de viver
“No tempo que Dom-dom jogava no Andaraí/Nossa vida era mais simples de viver”. Estes versos do sambista Nei Lopes, cantados por Zeca Pagodinho e Dudu Nobre, são pérolas artísticas, mas também encerram uma metáfora.Embora mais divertida, a vida está mesmo ficando complicada a cada dia. Muito diferente dos tempos em que não havia tantos apelos visuais e sonoros por todos os lados ou quando não estávamos conectados a geringonças tecnológicas que nos controlam mais que nos ajudam. Bons tempos aqueles que não tínhamos a obrigação de decifrar o enigma de uma esfinge a cada dia, sob pena de sermos devorados.
Estamos refém. Ninguém consegue mais marcar uma reunião se não for com a ajuda do bendito celular!
- Cadê fulano? Ainda não chegou? Liga pro celular dele.
Ou então:
- O data-show pifou. Faltam 15 minutos para começar a palestra. Quem tem um para alugar?
Como é que as pessoas conseguiam resolver problemas de última hora no tempo que Dom-dom jogava no Andaraí? O fato é que resolviam. Tudo funcionava, tudo acontecia. Todo mundo se virava deixando recados, bilhetes, pos-its, etc e tal. Hoje, não. Ninguém sabe, ou melhor, não consegue mais levar a vida naquela maciota. Certo mesmo está aquele personagem do José Wilker: “O tempo ruge”. Ruge atrás de nós, chutando a sola do nosso sapato. E quem não andar na velocidade ditada pelos novos tempos termina atropelado sem direito a socorro, porque ninguém tem tempo sequer de ligar para o Samu.
Só tem um jeito: correr. Correr na frente porque quem corre trás termina, quase sempre, sapateado nesta corrida de resistência que é a vida, ainda mais agora. Nada parece mesmo com o tempo que o Dom-dom jogava no Andaraí. É claro que tem muita gente folgada por aí. Estou falando dos reles mortais como a gente, eu e você que está aí queimando pestanas diante deste monitor.
Mas não serão por estas, nem por coisas piores, que falaremos mal da existência. A vida é mesmo assim, como rapadura: doce, mas não é mole. Vamos nós com tudo, para cima da esfinge com seus enigmas desafiadores. Não tem outro jeito. É pegar ou largar.
Agora fácil mesmo deve ter sido no tempo que o Juscelino foi presidente. Ele deve ter sido contemporâneo do Dom-dom. Fez em cinco anos o que era para ser feito em cinqüenta, transformando o Planalto Central num eldorado que arrebanhou milhares de desempregados, especialmente do Nordeste. Nos dias de hoje ele talvez não tivesse conseguido, em cinco anos, sequer abrir uma clareira no cerrado para erguer o Catetinho, onde deve ter namorado muito. Pra baixar o facho do presidente Bossa Nova bastava meia dúzia de artigos da Lei de Responsabilidade Fiscal(LRF) e mais alguns da Lei 8.666/01, a Lei das Licitações, todas famosas e não menos necessárias num país que desenvolveu a burocracia para dificultar a vida dos salafrários de plantão. Mas termina mesmo é nos afastando ainda mais do tempo que o Dom-dom jogava no Andaraí.
Na época do Juscelino, não. Era só pegar dinheiro emprestado do Tio Sam, endividar o Brasil e mandar ver. O chavão “homens e máquinas trabalhando”, tão surrado nos dias de hoje, deve ter começado a apanhar muito naquela época, em barulhentos teclados que faziam sinfonia nas redações de jornais.
Mas também não disseram nada ainda capaz de provar que os tempos do Dom-dom eram melhores que os de hoje. Acho mesmo que tudo não passa de mero saudosismo e malandragem de sambista.
Preferível viver corrido e acossado pelos ponteiros dos segundos, mas também cercado de possibilidades outras. O Dom-dom precisava ter vivido um pouco mais.
Crônica escrita por F.Carvalho
quarta-feira, 13 de maio de 2009
Folha de São Paulo destaca mais uma vez: "Complexo turístico do Piauí fica submerso devido às chuvas "
da Agência Folha
Um dos principais pontos turísticos do Piauí, localizado no litoral do Estado, está debaixo d'água desde o final de semana. Denominado Porto das Barcas, o complexo, que reúne uma série de casarões históricos, lojas de artesanato e locais para a realização de eventos, está com parte da área submersa em Parnaíba (335 km de Teresina).
O Porto das Barcas é a principal porta de entrada no Piauí para o delta do Parnaíba, um dos lugares mais procurados pelos turistas que vão ao Estado. O delta --único na América a ter sua foz em mar aberto_--separa o Piauí do Maranhão.
Dados de agências de turismo que atuam no Porto das Barcas repassados à Prefeitura de Parnaíba apontam que, em média, na alta temporada, cerca de 40 pessoas embarcam diariamente no local com destino ao delta do Parnaíba.
O secretário de Comunicação do município, Francisco Carvalho, diz que houve uma redução "drástica" no número de turistas no local com as enchentes. "Só tem é morador de Parnaíba vendo a cheia do rio [Igaraçu]."
O alagamento do Porto das Barcas ocorreu após o rio Igaraçu --um dos afluentes do rio Parnaíba-- ter transbordado no final de semana. Nesta segunda-feira (11), o governador do Piauí, Wellington Dias (PT), visitou o local.
Parte dos casarões históricos atingidos pelas águas na cidade é tombada pelo Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional). Alguns deles são da metade do século 18. Ao menos dois imóveis já tinham registrado quedas de paredes durante as chuvas.
A cidade de Parnaíba é uma das mais afetadas com as enchentes que atingem o Piauí. O município está em situação de emergência. Cerca de 800 famílias já tiveram de deixar suas casas. A maior parte delas está em abrigos improvisados, como ginásios e escolas.
Jornal Nacional: Barragem de Boa Esperança tem grande volume de águas
Jornal Nacional: Centro histórico de Parnaiba atingido pelas enchentes
sexta-feira, 8 de maio de 2009
Deu na Folha de São Paulo: Chuvas que atingem o Piauí ameaçam o patrimônio de municípios históricos
O tombamento ocorreu no ano passado e assegurou a proteção do local. O bem material agora pode ser incluído em projetos e políticas públicas de manutenção e revitalização. ”Pelo menos dois prédios tiveram problemas estruturais [com as chuvas]. Existem alguns que estão com as estruturas comprometidas. Algumas paredes caíram e atingiram um imóvel vizinho", afirma o secretário de Comunicação de Parnaíba, Francisco Carvalho. O secretário afirma que o Iphan foi comunicado dos estragos pela Secretaria da Infraestrutura do município.
A chefe da divisão técnica do Iphan no Piauí, Claudiana dos Anjos, afirma que o proprietário de um imóvel histórico desocupado que desabou parcialmente já foi notificado pelo instituto e começou a realizar obras de recuperação.
”A maior ameaça é aos imóveis abandonados. Os riscos são por conta da cheia do rio [Igaraçu] e da intensidade muito forte da chuva. Temos conhecimento da situação e estamos fazendo um acompanhamento", afirma Claudiana.
Na próxima semana, técnicos do instituto devem visitar novamente a cidade.
Emergência
A cidade de Parnaíba -segunda maior do Estado, com uma população de cerca de 140 mil pessoas- é uma das mais castigadas no Estado do Piauí por causa das enchentes. No município, já foi decretada situação de emergência.
Dados da prefeitura apontam que ao menos 280 famílias foram atingidas. Parte delas está em abrigos públicos. Ontem, algumas ruas permaneciam alagadas. Nos abrigos, famílias atingidas recebiam donativos.
(Publicado na Folha de São Paulo, Caderno Cotidiano, Agência Folha Press e no Jornal Tribuna Imprensa, de Araraquara, dia 06 de maio. A matéria foi feita pelo Repórter da Folha de São Paulo, Jose Eduardo Rondon).
quarta-feira, 6 de maio de 2009
quinta-feira, 30 de abril de 2009
Conferência de Comunicação no Serviço Público apresentou experiências de sucesso em Recife
Ministro Patrus Ananias e F.CarvalhoO ministro Patrus Ananias falou sobre “Brasil sem fome - O papel da comunicação nas ações estratégicas do MDS” e Nelson Breve abordou a “Regionalização da Comunicação”. Os dois relatos de experiências foram bastante enriquecedores, especialmente para os secretários de comunicação e assessores de comunicação de órgãos públicos participantes do evento.
Patrus Ananias disse que em todos os momentos da sua vida pública, desde Minas Gerais, sempre valorizou o papel da comunicação institucional pela sua função de validar, junto à população, os investimentos públicos. O secretário de Imprensa da Presidência da República, Nelson Breve, falou das estratégias utilizadas para levar aos diferentes pontos do Brasil, uma mensagem diferenciada que leve em conta os interesses e o sotaque de cada região, estado ou cidade. De acordo com a explicação dele, o discurso do Presidente da República deve ser plural ao mesmo tempo em que se preocupará com as questões localizadas. A exposição que fez deu a entender que o presidente Lula compreende e respeita as estratégias voltadas a uma comunicação eficiente no contexto de um país de dimensões continentais, reservando na sua agenda algum tempo para atender as recomendações da Secretaria de Imprensa, como agenda de entrevistas e até mesmo revisando e modificando textos de artigos que são enviados para jornais de todas as regiões brasileiras.
No momento das perguntas, Nelson Breve comentou detalhes do momento em que o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse ao presidente brasileiro: “Esse é o cara”. Em resposta a um participante da conferência, Breve disse que não se tratou de nenhuma estratégia de marketing de governo combinada entre os dois presidentes, mas algo completamente informal e despropositado, mas que refletiu o reconhecimento da liderança do presidente Lula no grupo dos paises em desenvolvimento, bem como na América Latina.
Outros momentos de grande aprendizado do evento podem ser destacados. “A Comunicação como fator estratégico na Administração Pública”, foi a temática do conferencista Edson Barbosa, Presidente da Link Propaganda. O relato que fez sobre o trabalho realizado por ele e sua equipe em Angola, na busca da soberania foi, por demais, interessante. Também foi possível tirar boas conclusões das exposições “A Imagem da Empresa Pública - As experiências do Banco do Nordeste e da Petrobras”, discorridas por Sérgio Souto Mota, Assessor Especial da Presidência do Banco do Nordeste do Brasil, e Cláudio Negrão, Diretor de Comunicação da Transpetro, uma empresa pública de logística ligada à Petrobrás. Instrutiva também foi a apresentação de Andrew Greenlees, Diretor de Assuntos Institucionais - Serviço Público da Abracom (Associação Brasileira das Agências de Comunicação),que falou sobre “As Agências de Comunicação como parceiras de Governos”.

Depois da palestra, em conversa com Nelson Breve
Ricardo Antunes, da Facto Comunicação, e F.Carvalho
sábado, 11 de abril de 2009
Viva a nova reforma ortográfica da Língua Portuguesa

A reforma ortográfica da Língua Portuguesa ainda não é objeto de consenso entre os seus falantes. E parece que estas diferenças serão mesmo duradouras. Até alguns respeitados gramáticos e linguistas têm se levantado contra as mudanças gráficas que objetivam unificar a escrita do Português em pelo menos oito paises. Por outro lado, outros não menos celebrados cientistas da língua benzem com suas espadas sagradas, as alterações. Esta disputa de notáveis torna a seara da gramática cada vez mais perigosa e escorregadia para os simples mortais. Difícil é ficar no meio de um fogo cruzado entre Evanildo Bechara - gramático, linguista e membro da Academia Brasileira de Letras – e Pascoale Cipro Neto, gramático brasileiro dos mais festejados.
Mas uma coisa é certa: concordando ou não, todas as populações atingidas serão obrigadas a observarem e a obedecerem os novos ditames. A questão agora é apenas de prazo. Mais tempo para uns; menos tempo para outros, mas o prazo fatal há de chegar. Embora para as regras estejam em vigor desde janeiro deste ano, nós brasileiros temos até 2012 para que todos os livros, provas de concursos e vestibulares, documentos oficiais e entre outros escritos estejam, obrigatoriamente, enquadrados nas novas regras.
Todos os outros países lusófonos também têm datas para implantação das regras unificadas, que abrangem apenas o aspecto grafico, ficando a pronúncia ao sabor da cultura e dos costumes de cada localidade. São eles: Angola, Moçambique, Cabo Verde, Guiné Bissau, São Tomé e Príncipe, Timor Leste e Portugal. O mais afetado é Portugal que inicialmente posicionou-se contrário a qualquer reforma, mas que terá prazo de seis anos para adaptar-se. A pátria de Camões foi atingida, a contragosto, em 1,6% do seu vocabulário. O Brasil, entusiasta da reforma, terá que rever algo em torno de 0,5% das suas palavras.
A saraivada de opiniões prós e contrárias não tem cessado. "A unificação significaria uma economia na edição de livros, pois não seria mais necessário editar uma versão para cada idioma. Além disso, a medida serviria de estímulo para que os países da comunidade se interessassem pela literatura alheia, mais acessível e de fácil compreensão se escritas em um idioma único", afirma Bechara. Em outro flanco, dispara Pascoale Neto, durante uma palestra para estudantes, em Fortaleza: “Então, esse troço não vai acontecer, meu filho. Nunca. Esqueça isso. E os portugueses têm toda a razão do mundo. Nós é que não temos o que fazer”. Mais que esbravejar, Pascoale anuncia: só aplicará as regras da nova gramática a partir de 2012, quando serão obrigatórias.
Entre nós, se a referida reforma chega mesmo para resolver os problemas políticos e de expansão do Português, acredito que seja bem vinda. Afinal, a língua é um organismo vivo. Modifica-se no decurso do tempo, mesmo à revelia de acordos entre nações. Desde sua origem do latim vulgar, falado pelos soldados romanos, evoluindo para o galego-português, a nossa língua não parou de modificar-se dinamicamente. E, como afirma Bechara, toda evolução tem seu preço. Por ser contemporâneos dela somos os que mais sentimos seu impacto. Mas, vamos acreditar, as gerações futuras hão de agradecer.
Acompanho o professor Evanildo Bechara. A rapidez com que as informações transitam hoje em dia pode ser um fator facilitador da divulgação das novas mudanças ortográficas. Ao contrário das reformas anteriores, esta não caiu no vácuo do esquecimento, mas tem suscitado muitas discussões e dúvidas. Se os questionamentos aparecem é porque o tema vem suscitado reflexões as mais diversas. Segundo o Guia Prático da Reforma Ortográfico da Língua Portuguesa, editado pela Editora Escala, o Portugues é o sétimo idioma mais falado do mundo. Ele vem depois do Chinês, do Hindi, do Inglês, do Espanhol, do Bengali e do Árabe. Cerca de 230 milhões de pessoas falam o Português em todo o mundo. Mesmo assim era, até o ano passado, a única língua a conservar duas ortografias oficiais. A unificação atende a um requisito político, sim. Mas a língua está a serviço, principalmente, da política no seu significado mais preciso, que é do relacionamento entre pessoas e povos.
Para os amantes da lingüística, a nova reforma ortográfica realça a clássica dicotomia saussureana langue X parole (língua X fala), onde a língua é um fato social uniforme enquanto que a fala ou discurso refere-se a um indivíduo ou a uma comunidade podendo apresentar modificações involuntárias de um grupo de falantes para outro. São as chamadas variações dialetais, indiferentes a quaisquer acordos e tratados.
Assim, sendo a língua um fato social uniforme, justifica-se a tentativa dos governos dos oito paises falantes do idioma português, de estabelecerem regras universais quanto à ortografia. No tocante à fala ou discurso é que seria inócuo sujeita-la a uma regra. Mais uma vez, Ferdinand Saussure está correto. Corretíssimo.
F.Carvalho é jornalista e licenciado em Letras Português
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domingo, 5 de abril de 2009
LUÍS CORREIA ou AMARRAÇÃO?

“Perto de lá tem vila grande – que se chamou Alegres – o senhor
vá ver.
Hoje,
mudou de nome, mudaram. Todos os nomes, eles vão
alterando.
É em
senhas.
São Romão todo não se chamou de primeiro Vila
Risonha?
O Cedro e o
Bagre não
perderam o seu? O Tabuleiro-Grande? Como
é que
podem remover um
nome assim? O
senhor concorda? (Rosa, João
Guimarães. “Grande Sertão:
Veredas”. Rio de
Janeiro, Editora José
Olympio, 1965, p. 35).
Quem lê a epígrafe poderá pensar que, na polêmica que envolve a proposta de mudança do nome da cidade de LUÍS CORREIA, eu tenha preferência pela denominação AMARRAÇÃO, por ser poética e anterior ao nome atual.
Ledo engano. Embora me amarre na palavra AMARRAÇÃO, mantenho-me fiel à convicção formada em 1982 a respeito do emprego de nome de pessoa na designação de logradouros públicos (ver adiante o artigo “ Cada Rua – Sua História” -, publicado no jornal “A AÇÃO”, ed. De 25 a 02-05-1982).
Antes que me esqueça: um dos argumentos dos defensores da mudança do nome da cidade de Luís Correia se prende à crença na existência de palavras de sabor poético em oposição a palavras não-poéticas. Na primeira categoria: saudade, estrela, liberdade, flor, amarração; na segunda: mijo, diarréia, cuspe, coruja, Luís Correia...
Ora, depois que o poeta Ferreira Gullar introduziu na poesia a palavra DIARREIA, ficaram desmoralizadas todas as teorias que falam de palavras ditas “poéticas”, a que, inclusive, me reporto no mencionado artigo “Cada Rua – Sua História”.
Vale a pena a transcrição das estrofes iniciais do poema “ A Bomba Suja”:
“Introduzo na poesia a palavra diarréia. Não pela palavra fria mas
pelo que ela semeia.Quem fala em flor não diz tudo. Quem me flor em dor diz
demais. O poeta se torna mudo sem as palavras reais.”
No desenvolvimento deste trabalho omitirei detalhes sobre os méritos morais e intelectuais (que não são poucos) do jurista, professor e escritor Luís Moraes Correia, porque os fundamentos do meu modo de pensar sobre a questão não se prendem necessariamente a dados biográficos. Há nomes de pessoa que pegam, outros que não pegam, independentemente das virtudes de cada homenageado. Exemplo: ninguém se refere ao MARACANÃ como ESTÁDIO MÁRIO FILHO, nome oficial. A denominação LUÍS CORREIA, contudo, vingou. Está, na boca do povo, amplamente consagrada, como ocorre com a de muitas outras cidades: São Paulo, São Luís, João Pessoa, Teresina...
Além de ser justa a homenagem póstuma prestada há mais de 70 anos, ao ilustre e ilustrado Luís Moraes Correia, existem outras razões que me induzem a pugnar pela conservação do atual nome da vizinha e bela cidade litorânea:
1º) o momento oportuno e conveniente para a defesa do nome AMARRAÇÃO seria antes de consumada a mudança da denominação do município, em 1935;
2º) o retorno à antiga denominação nenhuma vantagem traria agora para o município nos planos social, econômico, político, educacional, cultural, turístico, histórico, paisagístico;
3º) todas as publicações que circulam no mundo inteiro ficariam ultrapassadas e prejudicadas nas alusões à bela cidade do litoral piauiense, o que seria péssimo para o município que tem no turismo uma das principais fontes de renda.
Como avisei, vou transcrever agora o texto que publiquei no jornal “A Ação”, em 1982, a propósito de nomes de logradouros públicos, e que resume o que penso em tese sobre a questão aqui tratada:
“CADA RUA − SUA HISTÓRIA”
Li, há algum tempo, no Jornal do Brasil, uma crônica de Carlos Drummond de Andrade em que ele lamenta a preferência das autoridades brasileiras por denominações de ruas e avenidas representadas por nome de pessoas, forçando, às vezes injustificadamente, a substituição de nomes dotados de certa força poética (tipo Rua das Flores, do Passeio, da Estrela, da Saudade, do Sol, da Aurora) por nomes de pessoas que nem sempre são identificadas pelos respectivos moradores. A crônica de Drummond, a que agora me refiro apenas de memória, me
fez logo voltar a estes versos de Mário de Andrade:
Na Rua Aurora eu
nasci
Na aurora da minha vida
E numa aurora cresci.
No Largo
do Paissandu
Sonhei, foi luta renhida,
Fiquei pobre e me vi
nu.
Nesta Rua Lopes Chaves
Envelheço e envergonhado,
Nem sei
quem foi Lopes Chaves.
Mamãe! me dá essa lua,
Ser esquecido e
ignorado
Como esses nomes da rua.
Tempo depois, li outra crônica (agora não sei se do mesmo Drummond ou de Manuel Bandeira) sugerindo, na hipótese de homenagem ao homem de letras, ser preferível ao aproveitamento do próprio nome do escritor para a denominação de uma rua, praça ou avenida, a utilização do título de uma de suas obras. Nesse sentido, em lugar, por exemplo, de Rua Castro Alves, Rua das Espumas Flutuantes; em vez de Avenida Cassiano Ricardo, − Avenida Aranha – Céu de Vidro... A sugestão é interessante não só porque evidencia a obra do escritor, como também porque confere uma certa conotação artística ao nome do logradouro.
Os comentários que ora faço resultam do recente lançamento do livro de Caio Passos, CADA RUA – SUA HISTÓRIA.
Antes de ler o livro, recorri-lhe ao índice, onde constatei que poucas são as ruas, praças e bairros de Parnaíba que não foram crismadas com nomes de pessoas, especialmente nomes de santos, santas e políticos. A Rua das Flores, a da Praia e a dos Barqueiros (a primeira uma simples viela por onde não transitam automóveis, carroças, motocicletas ou bicicletas; e as outras duas, modestas ruas escondidas em fins de subúrbios desprestigiados, como se tivessem pejo do nome de batismo) são as raras ruas da cidade que guardam na denominação a força do chamado “mistério poético”.
Confesso que sempre tive a maior simpatia por nomes de ruas dotados de carga poética. Contudo, agora, após a leitura do livro de Caio Passos, fico a pensar que é de grande importância emprestar-se também a logradouros públicos nomes de pessoas ilustres. Explico-me: normalmente as pessoas imortalizadas nos nomes de ruas são aquelas que contribuíram para a fixação da realidade do passado, que nos dá, como disse o grande historiador Louis Halphen, “a chave do presente e nos permite, assim, prevenir o futuro, com conhecimento de causa”.
O livro de Caio Passos, fruto de exaustivas e pacientes pesquisas, é uma obra que engrandece Parnaíba. Como bem disse o jornalista e poeta Fonseca Mendes, “o livro em apreço não é apenas uma relação indicativa das ruas da cidade, dos seus nomes e de sua situação topográfica. Além disso, ele é uma coletânea das mais esmiuçadas pesquisas dos nomes e dos motivos desses nomes, de todas as ruas parnaibanas, incluindo numerosas biografias de vultos históricos da cidade, do Estado, do País e até da extensa lista dos santos da liturgia católica”. Acrescento: é um monumento de grande valor histórico, porque através dos nomes das ruas, bairros, praças e avenidas da cidade, na forma inteligente e segura por que são interpretados pelo autor, − traz à compreensão do leitor os acontecimentos políticos, econômicos, sociais e culturais que fizeram de Parnaíba uma cidade de passado heróico e de presente glorioso.
Coerente com este modo de pensar, entendo que na formação de opiniões sobre se é correto ou não o tributo que a sociedade presta a determinado ser humano falecido, através do uso de seu nome na identificação de uma coisa pública, − certamente os mortais haveremos de refletir sobre o fato de que a História é feita e documentada pela humanidade, constituída mais de mortos que de vivos.
Se História é o estado das conquistas do homem do passado e dos fatores que nelas exerceram influência, − não há por que se ter preconceito contra nome de pessoa em coisa pública. Desde que pessoa falecida, é claro, como reza a Constituição Federal, e que tenha efetivamente méritos que justifiquem a honraria.
(*) Alcenor Candeira Filho é poeta, escritor, membro das Academias Parnaibana e Piauiense de Letras e secretário de educação do município de Parnaíba.





